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FÓRO SOCIAL MUNDIAL 2005
Frei Betto
El
Foro Social Mundial (FSM) vuelve a Porto Alegre (Brasil), en enero próximo,
entre los días 26 y 31. Será su quinta
edición, esta vez con nueva cara. Se
preservará la diversidad del evento, la pluralidad y la autonomía de sus
participantes, el carácter democrático
de sus espacios sin que prevalezca éste o aquel partido o ideología. No habrá declaración final ni jerarquía entre
las diversas causas defendidas y/o propuestas.
La
estructura continuará repartida en conferencias, paneles, testimonios, mesas de
diálogo y controversias, talleres y seminarios.
Cualquier entidad inscripta en el evento, podrá promover talleres o
seminarios. Habrá, sin embargo, una
mayor articulación entre los participantes que tengan causas en común.
Se
está lanzando una consulta entre todos los interesados, de forma de identificar
los temas a ser debatidos y las grandes actividades a ser realizadas. La programación definitiva deberá salir a la
luz en noviembre.
El
nuevo perfil fue definido en la reunión del Consejo Internacional del FSM
realizado en Italia en el mes de abril.
Al inscribirse por Internet o por carta, cada entidad será informada
sobre las otras actividades que están siendo programadas en torno al mismo
tema. El sistema otorgará medios de
contacto con las otras entidades involucradas en un tema determinado. De este modo, habrá mayor diálogo entre las
entidades y los objetivos afines, lo que facilitará el planeamiento de acciones
comunes.
Se
espera que este proceso facilite la unificación de talleres y seminarios o por
lo menos, una mejor articulación entre ellos, de modo de evitar repeticiones o
redundancias. Es desgastante
ver un mismo tema pulverizado en actividades aisladas entre sí. El FSM no obligará a ninguna entidad a
articular con otra. Todo se hará de
forma voluntaria y auto-organizada. El
derecho a promover su propio taller o seminaria estará garantido.
De
cualquier modo, para aquellos que desean mantenerse articulados por iniciativas
afines, existirán grupos de trabajo llamados de aglutinadores, los que se
constituirán a partir de julio. Los
aglutinadores serán coordinados por las comisiones de
metodología, contenido y temática del Consejo Internacional del
FSM. En cada tema, los grupos aglutinadores
serán integrados por las propias entidades interesadas en organizar seminarios
o talleres sobre determinados asuntos.
Supongamos
que al responder a la consulta, innumeras entidades propongan debatir sobre el
tema de la Paz bajo diferentes ópticas.
En julio, las comisiones comenzarán a entrar en contacto con los
interesados para proponer que formen grupos aglutinadores. Si se acepta la propuesta, el grupo tendrá
algunas semanas para proponer una agenda común.
A
partir de estas consultas, el Consejo Internacional tratará de organizar las
grandes actividades (conferencias, paneles, testimonios y mesas de diálogo y
controversia). Por ejemplo: el grupo
aglutinador del tema Paz podrá proponer la ida a Porto Alegre de una
personalidad que dará testimonio sobre el tema.
Esta nueva metodología incorpora las innovaciones introducidas en el IV
FSM de Mumbai, donde parte de las 8.220 actividades
fueron construidas por redes internacionales.
Ahora las grandes actividades estarán conectadas con temas debatidos en
talleres y seminarios.
Desde
agosto hasta octubre, el FSM estará recibiendo inscripciones formales de
talleres y seminarios, pudiéndose usar como referencia los temas presentados en
julio por los grupos aglutinadores. Es
más, será posible consultar por Internet todas las actividades propuestas y
encaminar nuevas. Se preservarán, en
todo el proceso, la autonomía y diversidad que caracterizan al FSM.
Por
más informaciones consultar en:
http://www.forumsocialmundial.org.br
La marca común del FSM, acentuada en Mumbai (donde participaron entre 135 y 150 mil personas),
será la lucha contra el neoliberalismo, la militarización del planeta, la
pobreza y la exclusión social, articulando la movilización global con la local,
los foros regionales con los movimientos populares, la búsqueda de “otro
mundo posible” con los valores éticos inherentes a un modelo de sociedad
donde la realización colectiva se traduzca en una efectiva promoción de la
dignidad personal.
Frei
Betto es escritor, autor de Hotel Brasil (Ática),
entre otra publicaciones.
Traducción: Jackie Paullier
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2005
Frei
Betto
O Fórum Social Mundial (FSM) retorna a Porto
Alegre em janeiro do
próximo ano, entre os dias 26 e 31. Será a sua quinta edição, porém de cara nova. Será preservada a diversidade
do evento, a pluralidade e a autonomia
de seus participantes, o caráter
democrático de seus espaços,
sem prevalência deste ou daquele
partido ou ideologia. Não haverá declaração
final nem hierarquia entre
as diversas causas defendidas e/ou propostas.
A estrutura continuará repartida em conferências, painéis, testemunhos, mesas de
diálogo e controvérsias, oficinas e seminários. Qualquer entidade inscrita no evento poderá
promover oficina ou seminário.
Contudo, haverá maior articulação entre os
participantes que tenham causas em
comum.
Uma consulta começa
a ser feita entre todos os interessados, de modo a
identificar os temas a serem debatidos e as grandes atividades a serem realizadas. A programação definitiva deve sair em novembro.
Esse novo perfil ficou
definido na reunião do Conselho Internacional do FSM na Itália, em abril. Ao inscrever-se pela Internet ou por carta, cada entidade será
informada sobre as outras atividades
que estão sendo programadas em
torno do mesmo tema. O sistema fornecerá também meios de contato com as demais entidades envolvidas num tema assinalado. Assim, haverá maior
diálogo entre entidades e objetivos afins, o que
facilitará o planejamento de ações
comuns.
Espera-se que esse processo
facilite a unificação de oficinas e seminários ou, pelo menos, melhor articulação entre eles, de
modo a evitar repetições ou
redundâncias. É desgastante
ver um mesmo tema
pulverizado em atividades isoladas entre si. O FSM não obrigará nenhuma entidade a se articular com outras. Tudo será feito de forma voluntária e auto-organizada. O direito
de promover sua própria
oficina ou seminário estará
garantido.
No entanto, para aqueles
que desejam se manter
articulados com iniciativas afins,
haverá grupos de trabalho
chamados de aglutinadores, constituídos a partir de julho. Os aglutinadores serão
coordenados pelas comissões de metodologia,
conteúdo e temática do Conselho
Internacional do FSM. Em cada tema, os grupos
aglutinadores serão integrados pelas próprias entidades interessadas em organizar seminários e
oficinas sobre determinado assunto.
Suponhamos que, ao
responder à consulta, inúmeras entidades proponham debater o tema da Paz sob diferentes óticas. Em julho, as comissões começarão a entrar em contato com os interessados para propor que formem grupos aglutinadores. Aceita a proposta,
o grupo terá algumas
semanas para propor uma
agenda comum.
É a partir dessas consultas que o Conselho Internacional tratará de organizar as grandes atividades (conferências, painéis, testemunhos e mesas de
diálogo e controvérsias). Exemplo:
o grupo aglutinador do tema Paz poderá propor a ida a Porto Alegre de uma
personalidade que dará testemunho
sobre o tema. Essa nova metodologia
incorpora as inovações introduzidas
no IV FSM, em Mumbai, onde parte das 8.220
atividades foi construída por redes internacionais.
Agora as grandes atividades
estarão conectadas com os
temas debatidos em oficinas e seminários.
A partir de agosto, o FSM estará recebendo,
até outubro, inscrições formais de oficinas e seminários,
podendo usar como referência
os temas elencados em julho pelos grupos aglutinadores. Será possível
ainda consultar pela Internet todas
as atividades propostas
e encaminhar novas. Em todo
o processo a autonomia e diversidade que marcam o FSM estarão asseguradas. Mais
informações:
www.forumsocialmundial.org.br
http://www.forumsocialmundial.org.br
http://www.forumsocialmundial.org.br
A marca comum do FSM, acentuada em Mumbai (havia de 135 a 150 mil
participantes), será a luta contra o neoliberalismo,
a militarização do planeta, a pobreza e a exclusão social, articulando a mobilização
global com a local, os fóruns
regionais com os movimentos populares, a busca de "um
outro mundo possível" com os valores éticos inerentes a
um modelo de sociedade em que a realização coletiva resulte na efetive promoção da dignidade pessoal.
Frei Betto é
escritor, autor de Hotel Brasil (Ática), entre outros
livros.