| Asunto: | [redanahuak] Socieconomia Solidaria : Considerar as Pessoas / Euclides Mance | | Fecha: | Viernes, 10 de Septiembre, 2004 18:24:55 (-0500) | | Autor: | Ricardo Ocampo <redanahuak @...............mx>
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V ENCUENTRO REDLUZ!
Red Iberoamericana de Luz
Mar del Plata, Argentina
Noviembre 24-28, 2004
http://www.redluz-ci.org
listas de correo relacionadas,
abiertas a todos los interesados
http://www.yahoogroups.com/community/interredes
Foro Interredes-85 coordinadores de redes espirituales
Discusión en marcha para documentos básicos y perfil filosófico
comunicacional de la red.
http://www.yahoogroups.com/community/manualredes
Discusión en marcha para manuales de procedimiento de la red.
http://www.yahoogroups.com/community/fororedluz
Foro del trabajo voluntario en las comisiones de la Red Iberoamericana de
Luz.
http://www.elistas.net/lista/consejoredluz
Consejo Internacional de la Red Iberoamericana de Luz
Discusión en marcha para manual de encuentros y de procedimiento del consejo
internacional.
* * * * * * * * * *
Querid@s Amig@s:
En Aguascalientes en junio pasado tuvimos el gusto de conocer a Euclides
Mance, el brasileño más luminoso de la socioeconomía solidaria, asesor de
Lula entre muchas cosas, durante los trabajos del tercer taller ecosol y el
encuentro preliminar de la red mexicana de conciencia (la crónica viene!).
Los resultados de tal *reencuentro* cósmico son inmensos, especialmente por
el puente construído entre dos redes por un mundo mejor, en dos niveles, el
nacional e internacional, en un abrazo energético, además multidimensional,
de insospechadas repercusiones para el campo unificado de conciencia mundial
a través de la red de redes.. Les recomiendo redescubrir el *portuñol* que
todos hablamos dentro y sin resistencia linguística -que es facilísimo fluir
entre ambos idiomas- no dejar de leer con espíritu de fraternidad vívida,
precipitadora, esta entrevista a Euclides, imperdible en este renacimiento
expansivo de la red global solidaria o de luz, una más entretejida en la
reactivación de la retícula dorada planetaria...
Saludos fraternales!
Be in Joy!!
RGO3
* * *
REDLUZ BRASIL
Las redes espirituales y solidarias brasileñas tienen cientos de miles de
miembros y este foro virtual es el primer puente amoroso portugués-español
que intervinculará a nuestras naciones y a nuestros esfuerzos divulgadores
de la nueva buena. Para conectar con el inmenso corazón brasileiro y
Latinoamérica toda, desde la Patagonia hasta Alaska, a través de la columna
vertebral continental, solo escribes a
redluzbrasil-subscribe@... .
* * *
Euclides Mance: A socioeconomia solidária considera o ser humano em sua
integralidade, em todas as suas dimensões. Trata-se de promover o bem viver
das pessoas e a sustentabilidade dos ecossistemas em primeiro lugar,
respeitando a singularidade de cada ser humano, de cada cultura. Assim,
existem inúmeras maneiras de fortalecermos a socioeconomia solidária. Mas em
síntese diria que, sob o aspecto econômico, precisamos organizar melhor o
consumo. O potencial de consumo das populações organizadas em sindicatos,
movimentos populares, eclesiais e culturais é gigantesco. O consumo
solidário é uma forma de luta anti-capitalista a ser praticado
cotidianamente. A organização e difusão desse consumo é fundamental, tanto
quanto o reinvestimento coletivo dos excedentes alcançados pelos
empreendimentos solidários. Esses reinvestimentos são fundamentais para
criar-se novas empresas e remontar-se as cadeias produtivas.
* * *
From: Ricardo Ocampo <redanahuak@...>
Date: Thu, 09 Sep 2004 04:37:00 -0500
To: Foro RedLuz-Brasil <redluzbrasil@...>
SOCIECONOMIA SOLIDÁRIA : CONSIDERAR AS PESSOAS
- Entrevista ao CEPAT
Euclides André Mance
Curitiba, dezembro de 2001
http://www.milenio.com.br/mance/balanco2001.htm
Cepat Informa: Quais foram os avanços da socioeconomia solidária em 2001?
Euclides Mance: Os avanços foram gigantescos. Sob o aspecto internacional,
centenas de organizações passaram a atuar de maneira mais articulada e
coordenada. Isso se refletiu em importantes eventos, tais como o Fórum
Social Mundial de Porto Alegre, em janeiro, o Fórum Social Mundial de Pádua,
em abril, o II Encontro Internacional Sobre Globalização da Solidariedade,
realizado em Quebec, em outubro. Nesses espaços estiveram lado a lado
organizações solidárias que atuam nos campos de financiamento, produção,
comercialização e consumo, debatendo como integrar suas ações sob uma
estratégia que visa a colaboração solidária entre elas. No FSM em janeiro
tivemos o lançamento da Rede Global de Socioeconomia Solidária-RGSES com a
participação de organização de 21 países; em Quebec foi organizado o Comitê
de Enlaces, que foi aprovado em uma plenária com mais de 400 representantes
de organizações de economia solidária da Europa, América Latina, América do
Norte, África e Ásia. O principal avanço é a difusão de uma consciência
coletiva em setores cada vez maiores de que a economia solidária pode
converter-se em uma alternativa sistêmica ao capitalismo. Neste sentido, vem
merecendo atenção especial as reflexões sobre como conectar em redes
solidárias o conjunto das organizações remontando as cadeias produtivas,
integrando processos de financiamento, produção comercialização e consumo
buscando alcançar maior autonomia frente às organizações capitalistas. Na
Carta de Lançamento da Rede Global de Socioeconomia Solidária afirma-se que
se considera como critérios mínimos para a participação nesta rede os
seguintes: "a) que nas iniciativas que formem parte da rede, não exista
nenhum tipo de exploração; b) que se busque preservar o equilíbrio ecológico
dos ecossistemas... c) que estejam dispostas a compartilhar significativas
parcelas de seus excedentes para a expansão da Rede, favorecendo a
viabilidade de novas iniciativas econômicas, reconstruindo de forma
solidária e ecológica as cadeias produtivas, gerando postos de trabalho e
distribuindo a renda, com o objetivo de garantir as condições econômicas
para o exercício das liberdades públicas e individuais com base em uma ética
solidária". Por sua vez, no Documento Final do Encontro de Quebec, na seção
5 intitulada "Coordenar em nível internacional nossos esforços para
sustentar as redes de economia social e solidária", apontam-se os seguintes
encaminhamentos: "...Queremos crear una comisión internacional de enlace
formada de cuatro (4) personas animadoras de las redes en cada uno de los
continentes (America Latina y el Caribe, América del Norte, Europa, África,
Asia y Oceanía). Esta comisión descentralizada velará a la implementación de
las prioridades que hemos definido y permitirá la articulación entre las
redes continentales." Entre as prioridades estão: "[1] La difusión de los
debates, experiencias, 'saber hacer' de las empresas de economía social y
solidaria; [2] Tender puentes entre estas experiencias y las redes que las
llevan a cabo; [3] El apoyo a la construccíon de redes de empresas y de
redes de economía social y solidaria; [4] El inventario des redes y el apoyo
a las redes nacionales; [5] La contribución con la lucha ideológica en favor
de la economía social y solidaria, en particular por la presencia de la
economía social y solidaria en foros internacionales; [6] En la continuidad
de los encuentros de Lima y Quebec, ser la clave del 3 er Encuentro
Internacional sobre la Globalización de la Solidaridad, (...)"
Sob o aspecto nacional tivemos a consolidação e o avanço de organizações
como RBSES, ADS, ANTEAG, Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas
Populares, entre outras, em atividades de colaboração e parceria em
seminários, feiras, encontros e em diversos espaços. Avançamos no mapeamento
nacional de organizações, produtos e serviços, estruturou-se um sistema de
busca via web e serviços de E-commerce foram disponibilizados. A circulação
de informação através de fóruns eletrônicos, periódicos de circulação
nacional, o intercâmbio de tecnologias e o compartilhamento de materiais
pedagógicos e analíticos contribuíram muito para o avanço das práticas em
diversas regiões do país.
Do ponto de vista regional e estadual, foram organizados redes, fóruns e GTs
em diversos estados como RS, SC, PR, RJ e CE, realizando feiras, organizando
lojas, promovendo cursos, etc. Iniciou-se o debate sobre logística de
distribuição a partir de práticas concretas já existentes. O debate sobre o
"corredor sul" integrando em um sistema de distribuição cidades dos Estados
de RS, SC, PR e SP está avançando, uma vez que atualmente produtos do MST do
RS e SC são comercializados no PR e produtos orgânicos do RS são
comercializados solidariamente em SP. A implantação deste corredor, quando
concluída, permitirá a circulação de produtos entre organizações de economia
solidária dos 4 estados referidos.
Do ponto de vista local, há uma multiplicação de empreendimentos de economia
solidária com soluções inovadoras: como os cartões de crédito solidário
Palma Card e Credsol em Fortaleza, que atendem a população de baixa renda;
como a organização de cooperativas de consumidores em cidades do RS que,
como no caso de Passo Fundo, poupando uma parte das economias alcançadas, já
planeja montar novos empreendimentos, financiando processos produtivos a
partir da organização do consumo; como o sistema de E-commerce e
tele-atendimento organizado em Curitiba pela Rede Sol - em fase de testes,
operando em escala reduzida - que entrega na casa do cliente produtos
orgânicos e solidários; como a instituição do Fundo de Desenvolvimento
Solidário, aprovado em assembléia da Rede Sol em Curitiba que,
estatutariamente, recebe recursos das organizações de consumo, produtores,
prestadores de serviço e demais sócios integrados nesta rede local; como a
introdução de moedas sociais em sistemas de trocas em algumas cidades das
regiões sul, sudeste e nordeste; como a Rede Viva-Rio, integrando diversas
organizações de morros cariocas; como a Rede Solidariedade em Curitiba,
integrando diversos sindicatos; como o Shopping da Economia Popular e
Solidária em Santa Maria, RS, agora com instalações maiores. Multiplicam-se
lojas, feiras, cursos, seminários, coletivos de formação e entidades que,
com essa finalidade, vão sendo organizadas. Nessas redes, quando bem
estruturadas, os produtores recebem mais pelos seus produtos e os
consumidores pagam menos, pois, suprimindo-se os atravessadores e
remontando-se as cadeias produtivas, as redes reduzem sobremaneira os custos
de insumos e produtos finais.
Outro avanço importante foi o reconhecimento da estratégia de rede para o
desenvolvimento local sustentado. O estado do RS, cujo governo apostou nessa
estratégia, colhe hoje um crescimento econômico acima da média nacional. As
práticas de economia solidária foram sistematizadas e reformuladas em
propostas de políticas públicas, integrando-se-as sob um projeto
economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente sustentável.
Poderíamos falar horas e horas descrevendo os avanços da socioeconomia
solidária em 2001. E seguramente omitiríamos muita coisa que desconhecemos e
que está acontecendo, agora, em diversos lugares.
Cepat Informa: O que é novo nessa "humano-economia"?
Euclides Mance: Trata-se de uma nova abordagem de tudo o que está envolvido
nos processos econômicos. O seu objetivo não é o acúmulo de lucro privado,
mas a produção e o compartilhamento sustentável dos recursos para o bem
viver das pessoas e a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. No caso das
organizações que operam em rede, é a partir dos acordos em função do bem
viver de produtores e consumidores que se definem os preços, abandonando o
mercado como regulador de preços sob o paradigma da escassez e
substituindo-o pela solidariedade praticada em rede sob o paradigma da
abundância. Eu vou discorrer profundamente sobre isso no meu próximo livro,
que já está em fase de revisão. Em um sistema de rede, quanto mais se
distribui a riqueza, mais a riqueza de todos aumenta, uma vez que se
incrementa o consumo em qualidade e diversidade, de maneira ecologicamente
sustentável.
Mas o que há de novo nesse aspecto humano é considerar as pessoas - em todas
as suas dimensões, afetivas, imaginativas, cognitivas, em suas necessidades
e desejos - não apenas como consumidores ou produtores, mas como sujeitos
que estão em relação solidária uns com os outros. Para garantir-se o bem
viver das pessoas, não basta consumir e produzir. É necessários sermos
acolhidos como seres humanos, respeitados em nossa diferença e
singularidade. É a proximidade entre as pessoas em uma relação ética,
desejando o outro em sua liberdade, o que está na base desse projeto
solidário. E, se eu desejo a liberdade da outra pessoa, desejo que ela tenha
tudo aquilo que precisa para realizar-se eticamente em sua alteridade,
compartilhando-se democraticamente as condições materiais, políticas,
educativas e informativas para tal realização humana.
Cepat Informa: O que é consumo ético?
Euclides Mance: A esquerda dos séculos XIX e XX deixou-nos uma grande
herança na reflexão e organização sobre o trabalho. Na última década do
século passado, entretanto, surgiram algumas redes e organizações propondo -
com uma elaboração bem articulada - a organização do consumo como forma de
pressão econômica no enfrentamento de empresas capitalistas. Movimentos de
boicote e de consumo crítico foram aprimorados e organizados
internacionalmente e mostraram-se capazes de modificar o comportamento de
empresas capitalistas. Por sua vez, o movimento ecológico difundiu uma
necessária crítica sobre os padrões insustentáveis de consumo difundidos
como ideal de consumo pelo capitalismo e suas conseqüências nefastas não
apenas para o ecossistema ambiental, mas para o ecossistema social e para a
saúde mental das pessoas. É nesse movimento prático, mediado por diversas
reflexões, que surgem expressões como consumo crítico, consumo ético e
consumo sustentável. Recentemente cunhamos a expressão "consumo solidário"
para caracterizar um tipo de consumo final e produtivo capaz de sustentar o
bem-viver de consumidores e produtores, integrando-se harmoniosamente os
ecossistemas ambiental, social e subjetivo - como propusera Félix Guattari
em "As Três Ecologias". A idéia básica, aqui, é que: quando você consome
produtos e serviços de empresas capitalistas que exploram os trabalhadores e
prejudicam o meio ambiente, você também é responsável por esses danos à
humanidade;mas se você consome produtos e serviços de empreendimentos
econômicos solidários então você contribui para expandir uma economia
pós-capitalista, centrada na promoção do bem viver do conjunto das pessoas.
Nisto reside o caráter ético e político de cada ato de consumo que
realizamos ao longo de nossos dias, ao longo de nossa vida. Do ponto de
vista econômico, se os/as consumidores/as praticam o consumo solidário, os
empreendimentos solidários vendem toda a sua produção e os excedentes
gerados podem ser reinvestidos, montando-se outras cooperativas, gerando-se
novos postos de trabalho, distribuindo renda e diversificando a produção,
ampliando-se as condições de possibilidade para assegurar-se o bem viver do
conjunto das pessoas. Assim, o consumo solidário é uma forma ética, crítica,
responsável e sustentável de consumir, considerando-se o bem viver dos
consumidores que o praticam, dos produtores que elaboram os produtos e
serviços que são consumidos e dos ecossistemas locais e planetário.
Cepat Informa: Você não acha que o mercado está de olho na economia
solidária? Não poderá usá-la em benefício próprio?
Euclides Mance: Uma das características do capitalismo é a sua capacidade de
recuperar na lógica do lucro elementos de tudo aquilo que tenta subvertê-lo.
Práticas e valores dos movimentos de contra-cultura dos anos 60, formas
anteriores de cooperativismo e outras práticas subversivas foram
neutralizadas no que tinham de potencial transformador e reproduzidas pelo
próprio sistema. Você encontra butiques punk em Shopping Centers; a imagem
do Che Guevara já foi usada até para vender detergentes; e muitas
cooperativas nada mais são do que formas de melhor submeter o trabalho aos
interesses do capital.
A economia solidária, por sua vez, é hoje uma alternativa de geração de
trabalho e renda para milhões de pessoas em todo o mundo que foram,
progressivamente, sendo excluídas pelo capital. Esta economia tem o
potencial de subverter o capitalismo quando se organiza em rede, remontando
de maneira solidária as cadeias produtivas e corrigindo os fluxos de valor,
visando impedir que a riqueza gerada no interior das redes venha a ser
acumulada por empresas capitalistas que atuariam como fornecedoras de
insumos, meios de produção, financiamento, etc.
Já é claramente perceptível, entretanto, uma disputa em que empresas
capitalistas tentam apresentar-se como se fossem empresas de
responsabilidade social, promovendo campanhas em prol de organizações
filantrópicas; afirmando compartilhar uma parte do lucro obtido em favor de
alguma organização social escolhida pelo cliente; inserindo suas logomarcas
em sistemas de marketing em que doações são feitas para campanhas contra a
fome, pela educação de crianças e jovens, etc. Há shoppings, por exemplo,
que ao invés de sortear um carro entre os consumidores, prefere
sensibilizá-los ao consumo dizendo que uma parte dos lucros, correspondente
ao valor daquele veículo, será doada a uma instituição de caridade. A
"solidariedade" aqui começa a operar como uma espécie de diferencial de
mercado. As empresas capitalistas começam a fazer isso porque a difusão da
solidariedade como um valor social está crescendo. Em outros casos, grandes
empresas capitalistas começam a adotar algumas práticas que surgiram
inicialmente no campo da economia solidária. Pelo menos 100, entre as 500
maiores empresas do mundo - como noticiou a revista Carta Capital, 3-10-01,
p.50 - já integram algum sistema de trocas, valendo-se de moedas não
oficiais. Do ponto de vista da técnica de permuta, de troca multirecíproca,
elas operam como se integrassem um LETS ou um Clube de Trocas. Os seus
objetivos entretanto nada tem a ver com a solidariedade. Por sua vez,
algumas organizações financeiras descobriram que a inadimplência do
micro-crédito é mínima e passam a operar também junto às populações muito
pobres, com taxas de juros nada solidárias. Gostaria novamente de enfatizar
que somente organizando redes que remontem solidariamente as cadeias
produtivas, corrigindo os fluxos de valores para que estes circulem no
interior das redes, realimentando a produção e o consumo solidários, é que a
economia solidária poderá expandir-se, consolidando níveis de independência
cada vez maiores frente ao capitalismo, evitando-se assim que a riqueza
produzida pelo trabalho em práticas solidárias acabe, pela porta do consumo,
transitando para a acumulação capitalista por empresas que lhes sejam
fornecedoras de crédito, insumos, bens de produção e serviços variados. Além
disso é preciso fortalecer o trabalho de educação dos consumidores para que
percebam o sentido mais profundo da solidariedade, para que não sejam
ludibriados em campanhas de marketing.
Cepat Informa: Como contribuir com o autêntico fortalecimento da
socioeconomia solidária?
Euclides Mance: A socioeconomia solidária considera o ser humano em sua
integralidade, em todas as suas dimensões. Trata-se de promover o bem viver
das pessoas e a sustentabilidade dos ecossistemas em primeiro lugar,
respeitando a singularidade de cada ser humano, de cada cultura. Assim,
existem inúmeras maneiras de fortalecermos a socioeconomia solidária. Mas em
síntese diria que, sob o aspecto econômico, precisamos organizar melhor o
consumo. O potencial de consumo das populações organizadas em sindicatos,
movimentos populares, eclesiais e culturais é gigantesco. O consumo
solidário é uma forma de luta anti-capitalista a ser praticado
cotidianamente. A organização e difusão desse consumo é fundamental, tanto
quanto o reinvestimento coletivo dos excedentes alcançados pelos
empreendimentos solidários. Esses reinvestimentos são fundamentais para
criar-se novas empresas e remontar-se as cadeias produtivas.
Sob o aspecto político, é preciso pressionar o Estado e propor políticas
públicas favoráveis à expansão e consolidação da economia solidária. É
importante que os partidos de esquerda atualizem suas agendas incluindo em
suas pautas uma reflexão sobre a economia solidária não apenas para a
proposição de políticas públicas, como também para uma atualização das
estratégias de transformação estrutural das relações de produção,
considerando a emergência - a olhos vistos - de uma classe social em que os
trabalhadores são donos dos meios de produção, e que somente cresce enquanto
classe na medida em que solidariamente se entreapoiam enfrentando as
corporações capitalistas e consolidando práticas solidárias de autogestão e
intercooperação.
Por fim, sob o aspecto cultural - e para considerar apenas um elemento neste
campo -, todos nós podemos reelaborar nossas sensibilidades e imaginários
sobre o consumo e a produção, praticando e divulgando a socioeconomia
solidária em todos os espaços sociais em que atuamos.
* * *
Socieconomia Solidária : Considerar as Pessoas - Entrevista ao CEPAT
Cepat Informa - Ano 7, Número 79, dez 2001, p.75-82
Curitiba, Dezembro de 2001
www.milenio.com.br/mance/balanco2001.htm
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2 Nov. DÍA de TODOS los DIFUNTOS
12 Nov. Meditación OPA
Luna Nueva + configuración armónica de 6 planetas 14:28 GMT
26 Nov. Luna llena 20:08 GMT
Puedes consultar el horario mundial y convertir el horario GMT (Greenwich)
para tu localidad en http://www.timeanddate.com/worldclock/fixedform.html
La hora en todo caso puede variar, mientras le dediques 20 minutos en el día
indicado a las 12:00 h. tiempo local o cualquier otra que elijas, mediante
rezo, oración, meditación o cualquier otro método ritual, creativo,
artístico o tradicional según tus costumbres. Enfoca en tus intenciones el
mundo que deseas como si ya lo estuvieras viviendo, justo, solidario y
amoroso.
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